Super Alimentos: Introdução

All food sources I discuss assume that cooking is pre-agricultural behavior and that we evolved to eat most of our food cooked. The only paleolithic diet that is substantially raw food would be for chimpanzees.

Kurt Harris,  Archevore.com

 

O facto de hoje todos termos um fogão em casa não é um simples produto da evolução cumulativa da ciencia e da técnica, que possibilitou ganhos económicos extensivos e consequente erosão de preços de alta tecnologia, tornando electrodomésticos e outros produutos tecnológicos mais acessíveis por mais pessoas.

Longe de grandes teorias macroeconómicas, a existência deste aparelho é um dos mais básicos reflexos da nossa existência enquanto seres humanos, mormente do nosso processo evolutivo. Uma das teorias paleoantropológicas, defendida por Richard Wrangham de Harvard, aponta mesmo como a maior transformação dietética desde a introdução da carne. Wrangham defende que a introdução da cozedura alimentar permitiu um aumento exponencial na biodisponibilidade alimentar de tal forma que precedeu a dimunição estomacal(dada a menor carga no sistema digestivo) e um substancial aumento do cérebro.

No quadro geral, a subsituição de uma dieta predominantemente vegetariana(principalmente com o australopitecus e homo abilis) com a introdução da cozedura da carne possibilitou uma maior energia a ser disponibilizada não para a digestão da mesma, mas para a actividade encefálica. Isto permitiu uma melhor expressão cognitiva, consequentemente técnicas de caça e recolha mais argutas e por isso um maior aporte calórico,em especial de gordura, mais abundante em peças de caça maiores. Ora este maior consumo de gordura é também ele um outro factor de favorecimento do desnevolvimento cerebral, não fosse este belíssimo traço destintor do ser humano constituido por cerca de 75% de gordura.

Para contrastar com a nossa evolução, comparemos com uma população de chimpanzés, onde a introdução cozedura e da carne, deixa-os reduzidos a uma mastigação quase que permamente. Dada a baixa carga energética das frutas e vegetais, os chimpazés passam a maio parte do dia a comer. Será esta  a grande diferença?

Terá mesmo sido a introdução da carne e da cozedura o grande traço que nos define como humanos? Como se adequa este assunpção com as recomendações de saúde que limitam a carne consumida, assim como as gorduras, substituindo-as sobre leguminosas e fontes vegetais proteicas? Um retrocesso  na evolução da nossa prórpia espécie?

Gosto de pensar que enquanto humano, não devo repercutir aquilo que sei que não me dá vantagem comparativa ou absoluta nenhuma. Não me parece que o retorno a uma dieta básica constituida por frutos, vegetais e raízes, com fontes proteícas no mínimo insuficientes para as nossas necessidades enquanto espécie seja alguma solução para os modernos produtos da civilização em termos de doenças.

Este post introduz uma série de outros dedicados a super-alimentos que nos ajudam a exprimir  um melhor desempenho em todos os níveis. São versões ou recriações de alimentos que nos ajudam a recuperar práticas alimentares que os tempos e a modernidade foram apagando.

Recomendo o visionamento do Documenário da BBC: “Did cooking made us Human?” para uma melhor apreensão das implicações do processo de cozinhar na  nossa evolução enquanto espécie. Vão acabar a sentirem-se mais orgulhosos do caminho percorrido pela nossa espécie e com vontade de comer muitos bifes de vaca.

 

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